domingo, 8 de março de 2009

Vem Fénix

Apetece-me navegar dentro de mim dentro deste mar que carrego cá dentro. Continuo a caminhar neste caminho marítimo interior. Sou como todos os portugueses uma conquistadora. Mas atenção estes grandes heróis não deixaram de escravizar civilizações. Sou mais uma navegadora interior que quanto mais me descubro mais me escravizo. Vem Fénix e toma-me nos teus braços, vem para que me libertes, quero voar.





Não será fácil para ti querida Fénix,

espanca-me e toma-me em mim,

afoga-me e faz-me resplandecer.

Vem toma-me nos teus braços.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Chaga

Na penumbra dos dias, a vida é estranha.

Quando nascemos tão formosos e lindos, não se suspeita do fardo que teremos que transportar. Digo transportar e não carregar, pois transportar faz-me lembrar transportar passageiros num carro, a qualquer momento podemos largá-los, pois conseguimos vê-los. Enquanto carregar me dá a idéia de um peso nos ombros que não se sabe o que é, apenas pesa, nem se vê, para podemos tirá-lo, apenas se sente.

Hoje estava a pensar nas chagas que abrimos ao longo da vida e sim digo abrimos e não criamos porque acho que já nascemos com elas. Elas vêm com um penso, as feridas estão lá só a espera que a vida lhes toque para voltarem a abrir-se.

Tenho a impressão que tenho que curar feridas antigas, tão antigas que não lhes tenho data, e ao mesmo tempo tão recentes que as sinto sempre abertas e a sangrar.

É estranho, e ao mesmo tempo não sei explicar, mas sinto no corpo o peso da dor da alma.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

A Natureza do Mal


Infeliz Lúcifer,
Que de rei da Babilónia a anjo do Senhor,
Perdeu o luminoso nome em troca de um favor.

Assim se conta, desde os tempos mais antigos,
Que histórias só se conhecem desde o encontro destes amigos.

Parece que o Senhor, sem mais do que fazer,
Se quis fazer pastor sem prática de o ser.

Cabeças ele não comprou, nem tão pouco mandou fazer,
Meteu regra no engenho e o rebanho fez nascer.

Intrigados estavam os bichos, que no mundo se perdiam,
Por tamanha escuridão a do sítio onde nasciam.

Enfado eterno não quero ter.
A ti te envio, que os faças ver. – Disse-O o Senhor a Lúcifer.

Satisfeito com a ajuda, que ao Senhor ia prestar,
Num flash se pôs na Terra, impaciente por brilhar.

Depressa compôs, usando de sua razão,
Uma forma de a todos, brindar com o clarão.

Dotado de argúcia e alguma robustez,
Lançou para lá da Terra, toda a sua altivez.

Tamanha era a luz, que a todos iluminou,
Que logo ali se viu o que sempre lhes faltou.

Revoltados ficaram os bichos, que no engano se encontraram,
Por vontade do Senhor, em roda-viva se prostraram.

No espantoso rodopio às claras tudo se viu
E para temor geral, pelo redondo era o navio.

Onde está o Senhor que nos há-de comandar,
Agora que nos vemos, não sabemos onde o encontrar.

O Senhor aborrecido perante tamanha agitação,
Gritou lá do alto, Hajam com emoção, E para o fazer, têm Lúcifer por inspiração.

Reorientados para a luz, foi dor de comunhão,
Nunca tinham infantis olhos, visto tamanha perfeição.

Quem és tu Luminoso, que nos brindas com tua presença?
Sou Lúcifer, o que vos trás, toda a luz da consciência.

Bichos se tornaram Homens e num instante veio a paixão,
De uma nova vida, prometida à extinção.
Dor, doença, morte, é essa a condição,
Que tu, Luminoso, impões sem coração?

A luz é minha obra e com ela a consciência,
Mas a dor, morte e doença, são do Senhor incumbência.
E se me olhas com desgosto, ficai desde já sabendo,
Que do Senhor vêm Leis, de mim entendimento.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

“Xissa”


“Xissa”

Será que a minha alma partiu?

Onde anda a minha liberdade.

Não ouso dar passos sem os ver detalhadamente. Mas que seca.

Pode ser que assim não pise merda, duvido!!!.

Já não canto, só murmuro.

Hoje não. Não, solte-se a garganta. Venha-me a alma ou quiçá o espírito.

Enganos, não! Não se trata do grito da revolta, falo apenas da naturalidade das coisas.

Começo a conhecer-me. Não existo.





Começo a conhecer-me. Não existo.
Sou o intervalo entre o que desejo ser e os outros me fizeram,
ou metade desse intervalo, porque também há vida ...
Sou isso, enfim ...
Apague a luz, feche a porta e deixe de ter barulhos de chinelos no corredor.
Fique eu no quarto só com o grande sossego de mim mesmo.
É um universo barato.

Álvaro de Campos

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Zeitgeist, the Movie

Zeitgeist significa espírito do tempo. Aquilo que define um tempo, um momento em termos de cultura de massas. O nível de avanço intelectual e cultural do mundo, em uma época.

Zeitgeist, the Movie é um filme de 2007 produzido por Peter Joseph, que apresenta uma série de teorias de conspiração relacionadas ao Cristianismo, ataques de 11 de setembro e a Reserva Federal dos Estados Unidos da América.Ele foi lançado online livremente via Google Video em Junho de 2007. O filme é dividido em três seções:

  • Primeira parte: "The Greatest Story Ever Told" ("A maior história já contada")
  • Segunda parte: "All The World's A Stage" ("O mundo inteiro é um palco")
  • Terceira parte: "Don't Mind The Men Behind The Curtain" ("Não se preocupe com os homens atrás da cortina")

Fonte: wikipedia