segunda-feira, 31 de março de 2008

Andar


Não sei se me encontro,
Não sei se o vôo que o pardal faz é sentido,

Esse pardal que voa além de si,
Ele tem de voar.

Toda a andorinha tem uma direção,
Do frio para o quente.

Eu ando,
Os meus pés caminham sobre a terra.

O caminhar não pode ser todo além de mim,
Como o de um pardal.

Caminhar orientado, o meu?
Faz sentido andar?

Sente-se o cheiro a mirra no ar,
E levanta-se o velho ditado popular
Pernas para que te quero?


Patrícia da Vaza Santos, 1 de abril de 2008.


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