
Não sei se me encontro,
Não sei se o vôo que o pardal faz é sentido,
Esse pardal que voa além de si,
Ele tem de voar.
Toda a andorinha tem uma direção,
Do frio para o quente.
Eu ando,
Os meus pés caminham sobre a terra.
O caminhar não pode ser todo além de mim,
Como o de um pardal.
Caminhar orientado, o meu?
Faz sentido andar?
Sente-se o cheiro a mirra no ar,
E levanta-se o velho ditado popular
Pernas para que te quero?
Não sei se o vôo que o pardal faz é sentido,
Esse pardal que voa além de si,
Ele tem de voar.
Toda a andorinha tem uma direção,
Do frio para o quente.
Eu ando,
Os meus pés caminham sobre a terra.
O caminhar não pode ser todo além de mim,
Como o de um pardal.
Caminhar orientado, o meu?
Faz sentido andar?
Sente-se o cheiro a mirra no ar,
E levanta-se o velho ditado popular
Pernas para que te quero?
Patrícia da Vaza Santos, 1 de abril de 2008.
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